segunda-feira, 28 de setembro de 2009


A Evolução Humana!


Essa sensação de estar sempre um passo a frente e um passo a trás de todos,cansa!
E demasiado esforço olhar a forma como as coisas acontecem e vem acontecendo,no começo sútil,agora de maneira mais despreocupada, eu vejo a futilidade, irresponsabilidade e burrice se espalhando e se banalizando entre as pessoas, hoje, algo que eles chamam de música, mais conhecido como “Funk” onde ofensas as mulheres,pornografia,violência e erros de português são frequentes, ou melhor, a atração principal! Nessa sub-cultura fútil e vergonhosa que tomou conta dos nossos dias,principalmente no RJ, tenho vergonha, vergonha de um povo,criativo, alegre e guerreiro que no ápice da sua criatividade, nos propiciou isso,que definem como cultura carioca, mas que nada mais é do que ofensas machistas e pornográficas a mulheres, a parte mais tristeza,e quase engraçada é que constantemente se vê meninas,mulheres e até crianças “Dançando até o chão” como se aquilo fosse o auge da felicidade, do acréscimo pessoal e máximo como “cultura” nacional.
Evolução? Já não existe mais, nos encontramos no começo do fim, o ser humano já criou o avião, a tv, a internet, entre outras coisas mais, o fato é q já evoluímos o suficiente, agora, chegamos a aquela necessidade humana de sempre destruir as coisas boas que existem, regressão!
Estamos regredindo a tão ponto, que pornografia sonora,é definida como música... Beijar 10 pessoas numa mesma noite é competição, em que o mas qualificado, beija mais!
Enfim, estamos numa regressão que gradualmente, não só destrói a nossa cultura nacional,mas como o amor próprio e o respeito que todos deveriam preservar.
Vergonha, de um povo que eu deveria chamar de meu, mas que evito faze-lo, sempre que possível.
Desejo sorte a nova geração.(A.C.D)

domingo, 11 de janeiro de 2009




O amor é um vício como o álcool, Cocaína, Heroína e todos os outros, um pouco mais sutil, geralmente não chega a matar e o prazer é mais duradouro... A gente sempre precisa de mais, por mais que ele nos é dado, mais, mais e mais... Um vício incessante na tentativa de suprir coisas que teimamos em acreditar que podem nos ser dadas por uma outra pessoa, mais que na verdade não é possível se fazer acontecer... Pra amar alguém de verdade, de uma forma construtiva para ambos, é necessário que nos encontremos, sim, nos conhecermos de verdade, por dentro, só assim podemos amar alguém, de verdade, com as diferenças, incompatibilidades e eventuais crises a qual as pessoas estão suscetíveis constantemente.
Quando o amor é correspondido, na dose certa, ele é diferente dessas paixões efêmeras, que costumam ser mais vantajosas para maioria das pessoas, sem muitas responsabilidades, sem pressões, mas que sempre deixa um vazio e uma sensação de que algo esta faltando... Amor mesmo, é mais comprometimento, mais responsabilidades, mais dor de cabeça!!! Uma vez ou outra ele te faz se perguntar: Como tudo isso começou? Ou por que isso começou? Mas há momentos em que pequenas coisas, justificam todas as dores de cabeça que essa coisa estranha chamada amor causa... Um toque, uma frase de carinho, um eu te amo quando menos se espera... A certeza de que você é a única pessoa para a outra pessoa, um beijo no momento certo, um abraço num momento de instabilidade, um gesto de compreensão como você já nem espera que seja compreendido, coisas assim, inesperadas, deliciosas,só o amor pode dá.




O que há de bom e bonito em mim é o que busco nas outras pessoas, numa busca incessantemente nostálgica por algo que não vou encontrar... Talvez essa necessidade de encontrar em outro alguém, características minhas,seja uma busca inconsciente por mim mesma...Uma busca por aceitação, uma busca pela paz, uma busca pela compreensão.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008


SINTO VERGONHA DE MIM
(Cleide Canton e Rui Barbosa)

Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !

***

” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.

sexta-feira, 28 de março de 2008


O meu respeito pelas boas histórias vem da força com que elas conseguem me carregar pelas linhas e parágrafos a ponto de eu não mais identificar o próprio corpo que respira, a própria mão que segura o livro... Como se eu caminhasse com passos de quem já não se reconhece nos próprios pés, e por incrível que pareça, acaba com o andar ainda mais leve ao invés de traçar um caminho desastrado.